Custos de envio muito caros para o artigo no ebay?? Conselhos

Very-Basic-Idea-icon2Quando aparece um artigo à venda no estrangeiro e os custos de envio são bastante altos, saiba como agir.

Da minha experiência considero que a melhor opção é a de contactar com o vendedor, por algumas das seguintes razões:

– Muitas vezes pode haver no país de origem opções de correio mais baratas – por exemplo nos EUA o USPS tem uma grande variedade de serviços de correio. Já contactei um vendedor nesse sentido, e houve a opção de um serviço de envio registado (que aconselho)  muito mais barato. Podemos consultar a calculadora de preços no site dos serviços de correio do país, e confrontar o vendedor.

– O vendedor pode por exemplo especificar um vPB_FCP_05alor de envio para alguns países que lhe interessa mais vender, dadndo um valor “por alto” para os restantes – nada como entrar em contacto.

–  Muitas vezes o vendedor, para compensar as taxas que paga ao ebay ao paypal, é legítimo que arredonde um pouco o valor para compensar, especialmente se for um vendedor particular que paga maiores comissões e taxas que uma loja ou um vendedor-empresa. Cabe-nos a nós poder negociar o preço de envio se, por exemplo lhe comprarmos mais que um artigo.

– O vendedor pode por um preço elevado de envio, para compensar um valor muito baixo ou até ilusório para compensar o valor baixo. Isto pode ser uma vantagem para o vendedor “subir” nas listas de pesquisa como “preço mais baixo”, dentro da mesma gama de produtos. Isto não é muito correto e cabe a cada um decidir sobre a compra ou não. Se for um leilão o vendedor tentará compensar se o produto for vendido numa licitação baixa. É portanto melhor contactar primeiro para verificar o preço de envio antes de licitar se este não estiver disponível, pois pode haver “surpresas”… O comprador pode sempre no fim,ao dar feedback, fazer uma votação baixa no item de despesas de envio cobradas pelo vendedor – o baixo nº de estrelas servirá para “avisar” outros compradores, mas não nos resolve o problema, pois não?

E porque estamos perto do verão….cuidados a ter nas compras

news-icon2Aconselho alguns cuidados, não propriamente nas compras mas nos serviços de envio. Parece-me haver potencialmente mais problemas a partir de finais de Junho com o correio, sobretudo para quem compra em países, digamos “exóticos” (China e afins). Se o tempo de espera é mais de um mês e apanham a sylly season de julho e agosto poderá muitas vezes ficar mesmo muito atrasado, não só nos correios como nas alfândegas ou até  mesmo poder desaparecer o artigo.

summer-shades-Portanto, alguma cautela se quisermos comprar aquela boia de encher ou aqueles óculos de sol fantásticos para o verão fora da UE. É melhor sempre verificar o serviço de envio. Claro que se pagarmos por paypal, podemos reclamar e se não houver nenhum problema é-nos devolvido o dinheiro, ou pelo paypal, ou pelo próprio vendedor. Mas nada nos compensa o tempo de espera que tivemos, não é?

Há vendedores no ebay que para não perderem o estatuto da loja, devolvem o dinheiro se o artigo não chegar no tempo previsto. Posso dizer que isto já me aconteceu. A loja, que era nos EUA, passado um mês de espera pela chegada do artigo devolveu-me o dinheiro.  Mais tarde o artigo acabou por chegar , ficando-me a custo zero.

Quem compra na UE, sobretudo se for com envio de empresas especializadas de entrega ao domicício, como a DHL, SEUR, ou mesmo a CTT expresso (que muitas vezes faz entregas da dhl), o envio é registado e normalmente não há problemas. Nesta altura o melhor mesmo será comprar na UE, para quem não quer correr riscos.

COMPRAR COM ÉTICA E CONSCIÊNCIA

opiniãoEm tempos de crise como este que vivemos, a racionalidade no que compramos e consumimos é um quesito de qualquer indivíduo que queira pensar em si e nos outros. De facto, as próprias crises económicas, os desastres urbanos, o emprego das pessoas também têm a ver com aquilo que consumimos, mais propriamente onde é que gastamos o dinheiro. fica aqui uma reflexão:

Usualmente costumo fazer muitas compras por via internet, mas de facto só realmente utilizo esta forma de comércio, se verificar que é realmente compensatório, ou seja se o artigo que estou a comprar na net tem realmente um valor bastante mais baixo do que  a compra no comércio “tradicional”.

reflexãoAssim, de que vale investir nos gigantes da internet (como é o caso da robotizada amazon), se estes muitas vezes vendem o mesmo artigo ao mesmo preço do que uma loja na cidade, que dá mais empregos, paga rendas, contribui com impostos e taxas para a economia local, a urbanização dos centros das cidades entre outros? De facto não faltam casos de lojas online que, em comparação a uma loja normal, não são nada aliciantes, nem na originalidade da oferta, nem nos preços. Muitas vezes lojas online, como é o caso de muitas lojas no ebay vendem artigos de coleções de anos anteriores (vulgo “outlet”). Isto leva-nos a pensar se não compraríamos o mesmo numa loja normal na rua ou num shopping em época de saldos, ao mesmo preço.

Outra coisa é o isolamento das pessoas – é claro que é conveniente para um indivíduo que vive numa zona isolada de uma ilha nos açores ou numa aldeia inóspita faça uso recorrente da internet para comprar coisas muito vezes básicas da sua vida que um habitante de qualquer cidade do continente tem em qualquer esquina de rua à venda, pelo mesmo valor.

Outra questão está o desconhecimento, ou uma visão deturpada ou irreflectida do verdadeiro valor das coisas. Já vi muitos leilões de artigos como por exemplo um telefone de modelo recente devolvido ou com defeito, em que os compradores acabam por se “entusiasmar” no leilão por supostamente estarem a fazer um bom negócio. Por vezes a procura é tanta que acabam por comprar por um valor igual superior ao seu preço normal de mercado, a um vendedor particular sem garantias ou outro tipo de regalias. É nestes casos em que se vê perfeitamente que as pessoas não refletiram bem sobre o assunto e se deixaram levar pelo entusiasmo, por uma compra de impulso. O ebay e os sites de vendas exploram este entusiasmo muito bem, tal como a maioria dos hipermercados.

Agora que muitas cadeias de lojas apostam na abertura de lojas online, resta saber se muitas lojas irão fechar, ou se muitas pessoas perderão o emprego, deixam de pagar rendas, e toda a sucessão tipo peças de dominó que bem conhecemos e acabamos por perder todos.

100 likes – Obrigado!!

facebook_fundo_100 likesObrigado pela vossa confiança e por fazerem parte dos iniciais 100 gostos no facebook do ebay dicas. Obrigado a todos os visitantes do blog e da página facebook, de Portugal, Brasil, Inglaterra, Noruega. Esperamos continuar a crescer, e para isso conto com a vossa presença e com a divulgação da página.

Contamos com a vossa ajuda para atingir brevemente os 500 gostos!!! Basta divulgar, convidando os seus amigos para gostarem da página.

Façam chegar as vossas dúvidas, sugestões comentários sobre o ebay ou qualquer outro assunto dentro do comércio eletrónico.

Um grande obrigado. Sem vocês não seria possível.

Panorama dos sites de leilões e vendas em Portugal – opinião

opiniãoEm Portugal existe uma variedade de sites de compras e de leilões. A experiência é muitas vezes uma desilusão sobretudo na própria filosofia de quem vende e compra. (Os americanos para além começaram com o ebay em 95, bem como já têm uma cultura de marketing e vendas muito à frente da mentalidade do português comum). O facto é que ainda temos muito para evoluir em termos de cultura de compra e venda, senão vejamos alguns exemplos sobre os quais farei uma análise e no final uma tabela resumo:

O OLX

olxO sucesso do olx é curioso, já que não é mais do que um portal de anúncios, onde se compra tudo e vende, não muito mais do que um anúncio de jornal. Não há garantia nenhuma de confiança nem por parte de quem compra e vende, (que por exemplo o sistema de feedback daria pelo menos uma orientação). Apenas se marcarmos um encontro e virmos a cara do tipo. Se quisermos por alguma coisa à venda, é melhor contarmos com um sem número de perguntas, ofertas duvidosas para trocas, bocas foleiras, vale tudo. Se andarmos um pouco pelas festas populares e pelas feiras compreendemos que o português gosta mesmo é de regatear e desbaratar, mas clareza nos negócios é que parece muitas vezes não haver (não admira este site ser popular em países emergentes). Para não falar que é um terreno fértil para burlões – basta dar uma vista de olhos no google sobre o asunto e não faltam casos de queixas por vezes graves.

De qualquer forma, para um negócio local de uma venda de algo de grandes dimensões (por exemplo mobiliário), pode ser uma boa escolha. Convém também lembrar que dado o grande investimento em marketing (aquela injeção na tv da versão da musica do “olhorobô” que ouvíamos de manhã e acabávamos por andar com aquilo a bater na cabeça o dia todo) acabou por dar frutos – ainda bem que pelo menos tiveram o bom gosto de melhorar a estética das campanhas. Com o grande número de utilizadores que tem a chance de vender será bastante grande, e da minha experiência alguns negócios acabaram por não correr nada mal. Alguns utilizadores já começam a usar o paypal, por exemplo e a confiança é maior. Não sou adepto de envio à cobrança que muitos usam. Afinal, se o comprador acabar por desistir de levantar a encomenda, esta volta atrás e o vendedor fica a certamente a arder com o dinheiro do envio sem poder fazer nada.

Há também a concorrente custojusto.pt, que por acaso nunca utilizei, mas que me parece não ter nada mais do que o olx.

Também não aconselharia muito comprar, como vejo muita gente a fazer, por grupos no facebook de compras e vendas, artigos antigos, etc. Pode correr bem, mas também pode correr muito mal, pelas razões mesmas que atrás referi. Sem nenhum tipo de garantias – cada um está por sua conta e risco.

A primeira aproximação “tipo ebay” – O MIAU

miauO miau (empresa pertencente à SONAE) começou bem cedo, e para a altura até estava avançado, mas parou literalmente no tempo. Constou-me que por volta de 2002 o ebay queria entrar no mercado português e o miau interpôs-se, acabando por fazerem um acordo, em que para as compras em portugal o ebay aconselharia o miau e vice-versa (vejam aqui o artigo: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=17248).
É bem capaz de ter acontecido literalmente isto, uma vez que o ebay nunca entrou em portugal, e só deu um passo nesse em 2010 quando o miau estava a definhar, se bem que não literalmente em portugal, mas apenas um site internacional do ebay traduzido em várias línguas e sabe-se-lá-onde situado.

Sem nenhuma modernização ou actualização durante anos (a pesquisa, por exemplo era muito arcaica), nem aparentemente uma boa estratégia, esta empresa da sonae começou a tornar-se “incontinente” e acabou por sucumbir pela concorrência de sites como o olx e custojusto, em maio de 2013.

COISAS (antigo leilões.net)

coisasO actualmente “coisas”, da emprese “fixeads” (detentora também do olx) começou por ser, como o nome da empresa, bem “fixe”. Com uma estrutura e ferramentas muito similares ao ebay, tinha até bastantes vantagens em relação a este. Inicialmente não se pagavam comissões de vendas, apenas os destaques pagavam, o resto certamente ganhavam tudo em publicidade. A grande asneira começou quando algum iluminado gestor da empresa decidiu querer ganhar tudo de uma vez, fundiu o leilões com o coisas (que era uma plataforma tipo olx), e começou a cobrar comissões (de 3,5 a 5%) e taxas de colocação. Nessa altura andaram a enviar t-shirts aos vendedores com melhores feedbacks com o slogan “vendedor 5 estrelas leilões.net” – sinceramente…  As comissões até poderiam ser positivas no sentido de melhorarem as condições de negócio, mas isso não aconteceu. De facto, na minha opinião ainda conseguiram piorar o site com a abertura de lojas (como acontece no ebay), para lhes assegurar uma renda mensal fixa. As lojas, a meu ver, destruiram o conceito inicial do site, onde agora proliferam na sua maioria lojas virtuais de artigos desinteressantes como o refugo chinês, artigos aparentemente contrafeitos (“óculos escuros da rayban por 15 euros” é mesmo de desconfiar) e afins. Esta situação ainda tem a agravante de muitas vezes estes vendedores serem apenas intermediários de vendedores situados na china, com a possibilidade de grandes atrasos no envio e problemas alfandegários, como taxas e iva imprevistos. Pelo menos podemos dar conta disso através de uma vista de olhos nos feedbacks dos compradores. (Realmente só cai quem quer porque as queixas dos compradores estão todas lá). Há outros que assumem, é portanto conveniente ler sempre bem a descrição do negócio.

O verdadeiro pequeno vendedor, o alfarrabista, o vendedor com o artigo diferente ou de coleção, ficou verdadeiramente ofuscado no meio de tanta “manhosice” e quase desapareceu no site – mau para quem compra e para quem vende, na minha opinião, que a empresa “chutou” para o olx, deixa assim as responsabilidades de quem vende e quem compra para quem quiser. Da minha experiência alguns anos atrás, chegava-se a vender, um artigo usado em menos de duas semanas na maioria das vezes. Hoje em dia no coisas passo vários meses com 2 a 3 cliques num artigo por semana, se tiver sorte. Não aconselho este site, para vender umas coisas em 2ª mão a nãos se se se abra uma loja (mínimo 15 euros/mês).

A meu ver a página de início do site diz tudo – quando era leilões. net uma das atrações era uma lista de artigos em tempo real dos principais leilões a terminar no momento, o que era um chamariz para a compra de impulso do momento. Agora são apenas anúncios de produtos muitas vezes duvidosos, o que não dá muita credibilidade ao site. E a funcionalidade de leilão é a meu ver quase inexistente. Uma pena, a meu ver para uma plataforma que tem evoluido nos últimos anos já tem alguns pontos fortes de segurança, de pagamento e de serviços de entrega (pelo menos tem tabelas com os preços de várias transportadoras). Acho que uma das melhores coisas é o feedback e penso que muitos utilizadores só ainda não se desvincularam do site, por ter já conquistado um bom número de estrelas.

CONCLUSÃO

Resumindo melhor as coisas, e pesando os pontos fortes e fracos, aqui fica um quadro resumo de comparação de algumas caraterísticas dos vários sites atrás referidos. Acabo por chegar à conclusão que era bom que existisse um site ebay em portugal (verdadeiramente, não uma tradução) e precisávamos de evoluir um pouco neste âmbito (se bem que se tem evoluído bastante). Mas convém não esquecer o fundamental: todos eles não vendem nada, apenas são intermediários e convém que a plataforma seja eficaz, mas muitas vezes a qualidade está em quem compra e vende e não no site em si.

Vejam então a tabela-resumo:

Miau.pt (extinto) Coisas.com Olx.pt Custo Justo.pt Ebay (.com, .es, .co.uk, etc.)
Confiança vendedor/comprador Ex: feedback sim sim sim (***)
Lojas no site sim não não sim
Ferramentas de pesquisa sim sim, as mais avançadas
Cobra comissões sim sim * * sim
Permite comprar na região sim sim sim sim sim (não em pt)
Versão app? Não sim sim sim sim, em pt
pagamento paypal directo do site? sim sim
Ligação direta com seviços de envio pouco explorada sim (**) Não em pt
Permite vendas / compras internacionais Sim
Observações Bom para lojas negócios locais negócios locais imp/exportar
(*) Apenas são pagos os destaques
(**) Em alguns países o custo de envio é calculado no ato da venda pelo ebay
dependendo das opções do comprador e dos servilços disponíveis.
No ato da venda é gerado de imediato um “tracking”.
(***) Serviços avançados de proteção do comprador (muitos só disponíveis nos EUA).